Emiliano Zapata e Pancho Villa
Revolução Mexicana de 1910
Ver 44 fotos. Da Revolução e dos heróis assassinados

  Vamos encontrar um México, em 1871, sob a presidência de Benito Juarez, pronto para ser o cenário de uma das mais sangrentas revoluções populares, a qual teria, em 10 anos de luta, o saldo entre 1 milhão e meio a três milhões de mortos, entre os que tombaram em luta, os desaparecidos e os que morreriam pela fome e doenças.
   Esse grande mal, talvez um dos maiores fratricídios da História, teve sua semente na vitória de Porfírio Diaz em 1876. Começou aí a era conhecida como “porfirato”, que durou mais de 30 anos.
  Grandes historiadores mexicanos e relatos de Felix Serdan, ativista social e político do Estado de Morelos, México, contam que a miséria sobre o povo mexicano imposta pela classe rica, política e dominante, acabou levando o povo à revolta.

Os dois heróis da Revolução

  Como sempre os componentes políticos é que deram a direção da história, mas assim mesmo, ficaram registrados como líderes e heróis mexicanos da revolução, Emiliano Zapata e Francisco Villa (Pancho), como era conhecido.
  Cabelos castanhos cacheados, rebelde e indomável. Brincalhão e popular. Villa nasceu em Durango. Seu nome era Doroteo Arango. Ele certamente deve ter aprontado algo sério em sua cidade natal, pois teve que fugir de lá e mudar de nome. 
  Refugiando-se em Chihuahua, passou a usar o nome de Francisco Villa, que acabou transformado em Pancho Villa e sinônimo de um dos maiores líderes revolucionários mexicanos.
  Villa, antes de entrar na revolução, trabalhava de tropeiro para empresas estrangeiras e, nas “horas de folga”, roubava gado das fazendas que haviam sido roubadas dos camponeses. Villa não era visto como ladrão, mas como alguém “praticando justiça”...
  Não se sabe o motivo, Pancho Villa detestava bebida alcoólica e, durante a revolução, seu passatempo era destruir bodegas (nome dado antigamente às vendas ao longo das estradas), só por causa das bebidas. Aliás, Villa era maluco por suco de morango. Além da água, o caudilho só bebia isso.
  Graças à sua simpatia e popularidade, Villa conseguiu reunir sob seu comando um respeitável exército de 40 mil homens. O de Zapata tinha a metade de lutadores.
  Emiliano Zapata, um jovem homem, sério e compenetrado, bem diferente de Villa, sempre foi camponês. Mas, inteligente, depois do trabalho forçado para ricos fazendeiros, ele foi fazendo suas economias e aprendendo a negociar, o que o alçou ao que hoje poderia se chamar uma pessoa classe-média. O guerreiro que ficou conhecido como caudilho do sul (Villa, ao lado de Orozco, outro chefe militar revolucionário, lutou ao norte), nasceu em San Miguel, Anenequilco, Ayala, no Estado de Morelos.
   A seriedade de Zapata e seu amor à terra levou os anciãos que compunham o Conselho Regente do seu povoado a o elegerem presidente da Junta de Defesa das Terras, transformando Zapata no dirigente agrícola do Estado de Morelos.  Isso, é claro, viria a ajudá-lo a formar seu exército revolucionário de 20 mil homens.
  A maior diferença entre os dois líderes e heróis, segundo cinco historiadores mexicanos, era que Villa lutava apenas pelo prazer de lutar. Ele não tinha objetivos definidos. E Zapata, ao contrário, sob o slogan de Terra e Liberdade, lutava pelos camponeses e suas terras. O objetivo principal de Zapata, que chegou a recusar a presidência do México a ele oferecida por Villa, dizendo que lutou apenas para que as terras voltassem aos seus legítimos donos, era justamente devolver as terras roubadas aos camponeses.
  No zapatismo, diz um dos historiadores, até hoje, se pratica movimentos ancestrais, armados em defesa de suas terras, sempre!
  O jornalista John Womack disse que Zapata buscava a paz. “Emiliano Zapata lutou para que as coisas continuassem iguais ao que eram antes da turbulência da tirania...Ele queria direitos iguais para todos, ricos e pobres”.

Vivendo sob a tirania

   Segundo Felix Serdan, durante a opressão do “porfirato”, as lojas das fazendas vendiam a preço fixo e a crédito, de roupa a alimento e o mais que o camponês precisasse e faziam as contas de tal maneira, que o pobre pai de família estava sempre a dever para o fazendeiro e, com isso, não tinha como deixar a fazenda para tentar a sorte em outro local. Infelizmente tal prática maldosa era praticada até poucos anos atrás em algumas fazendas no interior do Brasil.
   Outras maldades sobre os pobres era uma justiça rústica e odiosa, executada por qualquer homem do exército federal, sem nenhuma piedade. Serdan conta que, quando um fazendeiro desconfiava estar sendo roubado por um camponês, chamava os militares próximos de sua fazenda e um padre. Primeiro tentava-se que o suposto ladrão confessasse sua culpa ao religioso. Se isso não acontecia, sua casa era invadida à noite, ele era arrastado para fora e, sem nenhum outro julgamento a não ser a chance de confessar algo que ele, certamente não cometera, o coitado era enforcado.
- “Era o completo domínio da mente através do medo. O acusado era morto para assustar os outros camponeses” – Diz Serdan.
  Não havia lei e nem justiça para os pobres. Porfírio Diaz, através de eleições fraudulentas, ia se eternizando no mandato presidencial.

Uma revolução pronta para explodir

  Mas antes do início da revolução que eclodiu em 1910, certamente seu germe foi lançado pelos irmãos jornalistas Flores e Ragón, através de impressos. Eles acabaram sendo exilados, mas ficou a proposta revolucinária dos dois, que tinha grande conteúdo social.
  Nessa época Porfírio Diaz disse a um jornal dos EUA que o povo estava pronto para eleger seus próprios governantes e que ele, após aquele mandato, se retiraria. É claro que ele jamais teve essa intenção e, por isso, Bernardo Reyes, um homem importante em seu governo, se desentenderia com ele e passaria à oposição.
  Nessa rápida sequência de acontecimentos, um homem escreveu o livro Sucessão Presidencial, no início de 1910. Era Francisco Ignácio Madero, político e empresário agrícola. De família abastada, Madero aproveitou seu prestígio econômico e político para aglutinar os revoltosos ao seu redor. Tal era seu entusiasmo revolucionário, que chegou inclusive a marcar o dia e a hora da revolta: 20 de novembro de 1910, às seis horas da tarde!
  E tudo foi arranjado para dar início à mais sangrenta luta dentro do México. No sul, Madero conseguiu o apoio de Emiliano Zapata e seu exército e, ao norte, o apoio dos exércitos formados por Pancho Villa e Orozco. Os historiadores chamam a atenção que o poderio da revolução não partiu das altas classes, de políticos ou de empresários, mas sim, na sua maioria, dos próprios camponeses, cansados da opressão de Diaz e seus lacaios.

Porfírio Diaz derrotado
 O revolucionário Madero assume

  O exército federal é derrotado pela fúria dos homens de Zapata, Villa e Orozco e outros revolucionários que se uniram a eles e, em maio de 1911, Porfírio Diaz se vê obrigado a renunciar. Leon de Barra iria substituir o tirano como presidente interino. Conclamadas eleições, o povo elegeu Francisco Madero o novo presidente mexicano.
  Mas, para tristeza do povo e decepção de Emiliano Zapata, Madero não fez pelos camponeses nada do que prometera, ou seja, não deu início à devolução das terras, que era por que Zapata e seus homens lutaram.
  Zapata voltou para o sul e, enquanto os dias passavam, os guerrilheiros zapatistas criaram o chamado Plano de Ayala, que tinha por base principal o mote “Terra para quem trabalha”.

O presidente Madero é assassinado

  Bernardo Reyes aliou-se ao maldoso general Victoriano Huerta e tramaram, através de traição, a morte do presidente Madero. Em 22 de fevereiro de 1913, Huerta mandou seus soldados simularem um ataque para assassinar o presidente sem despertar muitas suspeitas. E assim foram mortos no ataque Francisco Madero e seu colaborador Pino Suarez. Victoriano Huerta era o novo e sangrento presidente do México!
  A revolução, que pareceu um animal adormecido por algum tempo, despertou, pois não havia terminado com a eleição de Madero. O México não estava como o povo queria e assim, Zapata e Villa iriam voltar a lutar.

Derrubar um ditador para colocar outro em seu lugar

  Venustiano Carranza, um homem também maldoso e sem caráter, membro da política local de Cuavila, já vinha fazendo planos para combater Huerta. Carranza também era apenas mais um político ávido pelo poder, sem se importar com a miséria do povo. Ele pediu o apoio a Emiliano Zapata e a Pancho Villa, para derrubar Huerta. Villa aceitou e Zapata recusou. Ele decidira não acreditar mais em políticos e iria lutar à sua maneira, ou seja, não para derrubar outro presidente, mas para conseguir terras para os camponeses.
  Os EUA, desde o fim do império britânico, auto proclamou-se líder das nações após a bem sucedida liderança sobre os aliados na guerra contra Hitler. Mas, assim como os ingleses deram apoio aos árabes por causa do petróleo, para garantir uma aliança de interesse econômico, procurando, de todas as formas, impedir que os judeus voltassem à Terra Prometida, os EUA também apoiavam políticos em outros países de acordo com o seu interesse econômico. E no México, os EUA tinham investimentos e até procuraram fazer aliança com Zapata e Villa, dando apoio bélico mas, com a morte dos dois, voltaram a apoiar os políticos que detivessem o poder.

Sai Huerta e o México cai nas mãos de Carranza

  Os planos de Carranza deram certo e ele consegue o domínio sobre o país, levando Huerta a fugir do México em junho de 1914. Carranza assume como presidente e, junto com seu general Alvaro Obregón, passa a combater Zapata e Villa.
  O tirano comprou uma briga feia e se deu mal. Os exércitos revolucionários vão derrotando as tropas federais e ganhando terreno, até que por fim, Emiliano Zapata e Pancho Villa ocupam o Palácio Nacional. As tropas de Pancho Villa acamparam ao redor da cidade e o caudilho enviou uma carta a Zapata, onde escreveu que só entraria na cidade se Zapata lhe desse o prazer de fazer isso ao seu lado. E aí surgiram as fotos históricas dos dois heróis em seus cavalos se dirigindo ao palácio do governo e depois eles e alguns de seus comandantes de exército sentados na sala presidencial.
  Eulálio Gutierrez assume um governo provisório e Zapata volta com seus homens para Morelos e Villa volta para Chihuahua...
  Mas Carranza, que durante seu governo, devolveu mais terras para os fazendeiros do que para os camponeses, havia sido derrotado mas não estava morto. Ele e Obregón odiavam Villa e Zapata. Assim, pouco tempo depois, tramaram a traição contra Emiliano Zapata.

Zapata é traído e morto

  Um subordinado fingindo rebelar-se contra Carranza, procurou aliança com o líder de Morelos. Emiliano Zapata não acreditava mais em políticos, mas acabou acreditando naquele “militar rebelde” que lhe prometia homens e armas. Eles combinaram um encontro na Fazenda de Chinaneca, para onde Zapata se dirigiu confiante e inocentemente sozinho. Soldados escondidos de todos os lados crivaram de balas o líder máximo da revolução mexicana. 
  Em 10 de abril de 1919, Emiliano Zapata era morto covarde e traiçoeiramente, como todos os heróis sobre os quais o Gente da Nossa Terra já escreveu...
  A maioria do povo se negava a acreditar que o herói estava morto, dando lugar à criação do mito sobre o Caudilho do Sul, que aparece cavalgando sobre as montanhas em seu cavalo branco. Serdan, que é adepto do mito, disse que os detalhes são irrelevantes: 
“ – Não tem a menor importância. A grandeza de Zapata está acima de detalhes históricos!”

Obregón trama o assassinato de Pancho Villa

  O general Obregón se torna presidente e, covarde e sem caráter, sabendo que a maioria achava que a morte de Zapata era ação de Carranza, e não sabiam de sua participação, vai governar o México de 1920 a 1924 e aproveita o carisma do herói que havia se tornado mártir da Revolução, para trazer os aliados de Zapata para seu lado. O tirano Obregón já governava preparando Plutarco Elias Calles para seu futuro sucessor.
   - “Carranza não matou apenas o maior líder da Revolução Mexicana. Ele matou um guerreiro, um homem honrado e o mais puro da luta contra os tiranos”, defende o historiador Salvador Rueda.
  Morto Zapata, Obregón e Calles começaram a tramar a morte de Pancho Villa. O caudilho e herói da Revolução havia abandonado as armas, mas ainda representava um perigo para os tiranos.
  A polícia secreta do governo, sabendo da trajetória de Villa, organizou a emboscada e, em 20 de julho de 1923, quando o herói saia da cidade de Parral, perto de Canutilo, recebeu uma saraivada de potentes balas militares que atravesssaram a lataria do automóvel em que Villa estava e o fulminaram. Foram mais de 150 tiros desferidos também de maneira odiosa e covarde sobre o indefeso herói.

Zapata e Villa viram heróis nacionais
Villa, como mito, distribui cascudos e tiros

  Zapata e Villa se transformaram em mitos para depois serem alçados a Heróis Nacionais do México. A revolução, segundo os historiadores mexicanos, não terminou com a morte dos dois. Ela apenas entrou num processo de hibernação...
  Já a economia mexicana só iria se recuperar nos anos 40, após 30 anos do início da Revolução. 
   Em 1930, o presidente Cardenas executou uma parcial reforma agrária, devolvendo as terras aos camponeses. Foi o primeiro ato de justiça política após 10 anos de derramamento de sangue...
   Até 2000, passaram-se 90 anos da grande Revolução onde um povo heróico derramou seu sangue apenas pelo direito de Liberdade e Terras. Mas, o que um homem precisa mais do que isso? Viver em liberdade e ter sua própria terra para plantar é tão primordial como o ar que respiramos. E isso não só para o mexicano, mas para qualquer homem e trabalhador da terra em qualquer país do Planeta!
  Voltando aos irmãos mexicanos, até 2000 ainda havia o mito entre os camponeses de que, se um patrão olhasse feio para alguém, viria Pancho Villa dar uns cascudos no sujeito e depois 6 tiros...e tudo ficava bem!
  Esse mito, segundo os historiadores, foi construído e mantido pela sociedade mexicana representada pela classe dos mais pobres e psicologicamente é uma defesa contra os fantasmas da miséria.

Orozco – Herói ou apenas um ganancioso?


 
 
 
 
 

   Carranza é deposto e assassinado em 1920 e o novo presidente passa a ser o general Álvaro Obregón, assassino de Pancho Villa, como já lemos acima.
  Bem antes disso e ainda antes dos assassinatos de Zapata e Villa, em 9 de março de 1912, Pascual Orozco, que lutara ao lado de Villa, declarou-se rebelde contra o governo de Madero e, em 25 de março proclamou o seu plano de la Empacadora. Dando-se conta do perigo que Orozco representava para o seu regime, Madero chamou o general reformado Victoriano Huerta, seu futuro assassino, para deter a rebelião de Orozco, o que Huerta conseguiu em agosto daquele ano mesmo. Após ter sido ferido em Ojinaga, Orozco refugiou-se no Estados Unidos.
  Depois de ter passado alguns meses em Los Angeles, em casa de uma prima, conseguiu regressar a Chihuahua, bastante doente, afetado por ataques periódicos de reumatismo.
  Quando Huerta se instalou como presidente do México, Orozco concordou em apoiá-lo se Huerta em troca fizesse algumas reformas (como pagamento dos trabalhadores das haciendas em dinheiro em vez de bens). Huerta concordou e enviou Orozco como Comandante Geral de todas as forças federais, na liderança de ataques a Pancho Villa, seu antigo aliado. Orozco derrota os Constitucionalistas em Ciudad Camargo, e outras, mas é obrigado a retirar-se para Ojinaga, que é tomada pelas tropas villistas. Fugindo novamente para os Estados Unidos, Orozco regressaria ao México pouco tempo depois, sendo promovido por Huerta a general de divisão.
  Após a queda de Huerta, Orozco anuncia a sua recusa em reconhecer o governo de Carranza, o novo presidente e, após vários enfrentamentos bem-sucedidos contra as tropas Constitucionalistas é forçado a fugir devido à falta de homens suficientes para manter as posições ganhas. Exila-se novamente nos Estados Unidos.
   Lá ele encontra-se com Huerta em Nova Iorque, onde fazem planos para retomar o México. Em 27 de junho de 1915 são ambos detidos em Newman (Novo México), e acusados de conspiração para violar as leis de neutralidade dos Estados Unidos. Orozco é colocado sob prisão domiciliar em El Paso, Texas, mas consegue escapar. No seu caminho para o México é morto em 30 de agosto de 1915. O relatório oficial dos Estados Unidos diz que Orozco e os seus homens haviam entrado no rancho de Dick Love e roubado seus cavalos. Estes fatos são frequentemente contraditados pois em outros relatos crê-se que os cavalos pertenciam a Orozco e que Love teria armado-lhe uma cilada.
  Love conseguiu persuadir 26 membros do 13º Regimento de Cavalaria dos Estados Unidos, 8 delegados locais e 13 Rangers do Texas para perseguirem os "ladrões" de cavalos. O grupo alcançou Orozco e seus homens na montanha Van Horn, 15 km a sul de Lobo (Texas). No tiroteio  Orozco e seus homens foram mortos. Em 7 de outubro foi iniciada uma audiência local contra os mais de 40 americanos envolvidos, mas o tribunal declarou a todos os envolvidos inocentes das acusações. E, na canção Corrido de Durango, de Miguel Aceves Mejía (clique abaixo para ouvir), na letra deseja-se vida a "Pancho Madero" e morte a Pascual Orozco...Vai entender!
  Com tudo isso, o que dá para se concluir é que o México é lindo, que as canções mexicanas são muito lindas também, que o México tem uma história incrível, desde os Astecas, que o mexicano gosta de dançar, de touradas, de bigodes e sombrero e de tirar uma "siesta" a qualquer hora do dia e em qualquer lugar onde esteja. O México e seu povo, por fim, são para serem apreciados e jamais para serem ENTENDIDOS!

Tanto lá, quanto cá, a falta de uma política séria, 
honesta e justa para os pequenos agricultores

  Até os dias de hoje, segundo os historiadores, as desigualdades sociais marcam o povo mexicano, no campo e na cidade. E mostram que a idéias de Emiliano Zapata não perderam sua atualidade e podem criar novos movimentos rebeldes, como o Exército Zapatista de Liderança Nacional, criado em 1994 no Estado de Chiapas...
  Infelizmente, o problema atinge muitos outros países e, é claro, o Brasil, onde a Reforma Agrária não saiu do papel até hoje, apesar de que já há cerca de 10 anos o país está nas mãos de governo comunista, que sempre se posicionou, pelo menos em tese, contra os latifundiários e defendia os mais pobres. Anos atrás foi criado o MST – Movimento dos Sem Terra, que age no geral sem nenhuma lógica a não ser invadir terras e usar da violência. E, além do mais, a mídia denunciou que a maioria que participa do movimento nem é lavrador. Quer apenas um pedaço de terra para poder negociá-la. Isso enfraqueceu o movimento.
  Além de não sermos um povo guerreiro como os da Revolução Mexicana, nosso governo, na era militar, acabou incentivando o êxodo rural e o que aconteceu foi o estúpido inchaço das grandes cidades e consequente aumento da miséria e da violência. E o governo civil, instalado no país há mais de 25 anos, não toma nenhuma medida para sanar esse mal e devolver o lavrador à terra.
  Todo país que incentivar (ou permitir) o êxodo rural por falta de apoio ao pequeno e médio produtor, está incentivando também a superpopulação nas cidades, a criminalidade e a miséria no país. Será preciso quantos outros  Zapatas derramarem seu sangue para os líderes políticos governarem  inteligente e piedosamente, trazendo liberdade e justiça para TODOS?!



 
 
 
 

  O "senior Mejía" tem várias canções onde fala sobre o herói Pancho Villa e, nesta em especial, o que me chamou a atenção é quando num verso ele canta: "-  Viva Pancho Madero! Muerte a Pascual Orozco!" - Vai entender. A música é clara, mas o que não dá para entender mesmo é a participação conturbada de Orozco  no processo revolucionário de 1910.
 

 

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