Giuseppe Verdi
O gênio italiano
da música clássica
A tragédia acompanhou Verdi desde criança e por
 isso, talvez, sua obra tinha a força, a raiva e a tristeza 
que somente as notas de um Beethoven poderiam ter

 


  Na província de Piacenza, hoje norte da Itália e na época, território francês, nasceu em 12 de outubro de 1813, Joseph Fortunin François ou Giuseppe Verdi, aquele que se tornaria no maior e mais genial compositor clássico da Itália. O bebê foi registrado por seu pai, Carlo Verdi, de vinte e oito anos de idade, no cartório da província. Carlo morava com a mãe de Verdi, Luiza Untini, em Roncolle, onde era dono de uma estalagem. A partir de então, a pequena vila era a terra natal do futuro gênio das óperas.

Em perigo de morte ainda bebê

 Em 1814, quando a Europa se aproximava do fim da luta contra Napoleão, o território foi invadido pelos russos e austríacos. Em Roncolle, a soldadesca selvagem assassinou todos os habitantes que conseguiram apanhar, incluindo mulheres e crianças. Algumas mulheres refugiaram-se na igreja, mas mesmo ali foram perseguidas e mortas. Uma delas, com um filho de poucos meses ao peito, foi parar na sacristia e dali, por uma escada muito estreita, introduziu-se na torre, onde se escondeu até passar o perigo. Era Luiza, que assim salvou para o mundo o futuro compositor de Aida, Otelo, Falstaff e tantas outras óperas. 
 O pequeno Giuseppe foi criança séria. Os pais não eram músicos e tampouco havia na aldeia oportunidade de ouvir música, a não ser na igreja ou de rebequistas ambulantes. Aos sete anos de idade o rapaz já ajudava na igreja e um dia, tão absorto estava na parte musical, que se esqueceu de passar água para o padre, pecadilho que valeu-lhe um pontapé que o fez rolar pelos degraus do altar abaixo. Levado para casa, pálido e a escorrer sangue, quando os pais lhe perguntaram o que tinha acontecido, deu como única resposta: "Deixem-me estudar música".
 

Após o pontapé, o salto para a música

 A primeira coisa que o pai fez foi dar uma espineta (pequeno cravo, considerado precursor do piano), o qual a criança conseguiu tirar alguns acordes agradáveis. Tentando mais tarde repetir o prazeroso feito mas sem resultado, desabafou sua cólera no instrumento com um martelo. Foi preciso mandar vir um afinador de pianos de nome Cavalletti, para recuperar o instrumento. Recusou-se a receber qualquer paga, mas colocou dentro do instrumento um pedaço de papel com os seguintes dizeres: "Eu, Stephen Cavalletti, consertei estas alavancas e martelos, coloquei pedais e, faço presente destes serviços por ver como o jovem Giuseppe Verdi está disposto a aprender a tocar este instrumento; o que significa para mim uma paga suficiente". 

Primeiro emprego...maestro da igreja de Roncolle

  Verdi conservou a velha espineta nos dias de sua prosperidade. Recebeu seus primeiros conhecimentos musicais do organista da igreja, Baistrocchi e fez tal progresso que, oportunamente pode substituir o falecido maestro, com salário de 40 liras anuais. Ocupou o emprego dos doze aos dezoito anos. Durante este primeiro período freqüentou uma escola em Busseto, alojando-se na casa de um sapateiro e indo todos os domingos à Roncolle por causa do serviço na igreja. Tornou-se muito popular entre os camponeses e quando o bispo quis tirar o emprego em favor de um protegido, o povo irrompeu pela igreja e exigiu sua manutenção.

O empurrão para Milão, berço das óperas

  Antonio Barezzi, comerciante de Busseto, que negociava com o pai de Verdi, era músico apurado e, além de tocar vários instrumentos musicais, era presidente da Sociedade Filarmônica local e, conhecendo Verdi, acabou empregando-o . Isto foi de muita valia para o jovem, que ouviu bastante música e adquiriu valiosa experiência na cópia de partituras, além de tocar duetos com a filha do patrão, Margarida. Aprendeu também latim com o cônego Saletti e recebia lições de música do organista da Sociedade Filarmônica de Busseto, Ferdinando Provesi, que era também o regente. Provesi renunciou ambos os cargos em favor de Verdi. Aos dezesseis anos o rapaz era pessoa importante na cidadezinha, onde escreveu grande número de canções, peças de piano, música de igreja e marchas.

O gênio é rejeitado no conservatório musical

 
 A opinião geral de Busseto era que deviam ajudar o rapaz a fazer carreira em qualquer parte, e, por isso, quando alcançou dezoito anos, uma instituição beneficente deu-lhe um subsídio de 300 liras anuais, durante três anos, importância à qual o patrão Barezzi acrescentou uma contribuição pessoal. Foi para Milão, alojou-se como sobrinho de Saletti e requereu entrada para o Conservatório de Milão. Não foi aceito. Segundo regulamentos da instituição, os alunos deviam ter menos de quatorze anos e Verdi já estava em 1832 com mais de dezoito. Talvez lhe tivessem aberto exceção, se ele houvesse revelado qualidades extraordinárias de pianista, mas Verdi não as possuía. Aceitá-lo como aluno apenas de composição, justificaria-se caso o rapaz tivesse mostrado aptidões salientes, mas até então isso não ocorrera.

O primeiro sucesso em Milão, casamento e filhos

  Deprimido, mas não desanimado, o jovem tornou-se discípulo do compositor Lavigna, que nessa época tocava címbalo na orquestra do Teatro Scala. Verdi estudou muito, e para ele o velho maestro foi muito valioso no campo da ópera, pois como músico teatral, era o guia seguro para tudo quanto fosse útil ao discípulo. Entretanto, a grande oportunidade de se distinguir que o jovem Verdi não desperdiçou foi quando Marini, regente da Filarmônica de Milão, se acovardou ante a idéia de executar a "Criação" de Haydn, que fora insuficientemente ensaiada e sugeriu o nome de Verdi para dirigir a ópera. O jovem Verdi o fez, e com grande êxito.
Verdi e Margarida Barezzi de a muito estavam apaixonados e, embora os dotes financeiros do moço fossem extremamente reduzidos, Barezzi respeitava-o tanto que consentiu com o casamento, que se realizou em 1835, e que lhes renderam uma filha e um filho. Com o casamento Verdi havia retornado para Busseto e, nesse tempo, trabalhou intensamente num libreto do jovem poeta Solera sobre "Oberto Conti di San Bonifacio", no qual esperava apresentar em Parma, no outono de 1837. Mas para seu desgosto o empresário local recusou.

Verdi se desilude da carreira e quer desistir

  
  Verdi voltou a Milão em princípios de 1839, esperando apresentar a obra no Teatro Filodramático. Marini um dos diretores do teatro e amigo do compositor era quem havia lhe dado o libreto de Solera. Nova decepção, pois Marini já não mandava mais no teatro. E a muito custo conseguiu que a ópera do amigo fosse aceita para a primavera de 1839 no Scala. Mais uma vez a sorte não estava ao seu lado, pois o tenor adoeceu, impossibilitando assim a representação da obra. Sentiu-se a tal ponto deprimido, que pensou seriamente em renunciar à carreira de compositor de ópera e voltar a Busseto a fim de passar ali o resto de seus dias. Sua esposa foi a responsável em dissuadi-lo juntamente com a promessa do diretor do Scala de apresentar seu trabalho na temporada seguinte, mediante a partilha dos lucros. A ópera de fato estreou em 17 de agosto de 1839, e o êxito, conforme o próprio Verdi, não foi muito grande mas razoável. Naquele trabalho já se distinguia suas características marcantes, especialmente o vigor um tanto rude.

A maior tragédia na vida de Verdi

  Seu trabalho impressionou bem o público, pois o mesmo foi comparado a Ricordi, editor de Milão e Merelli, famoso diretor do Scala encomendou outras duas obras ao jovem maestro. A primeira das duas novas óperas devia ser sobre um assunto sério, mas apenas Verdi a começara e, Marelli comunicava-lhe que as condições financeiras do teatro só permitiriam a representação de uma, devendo ser uma peça cômica. Foi dado o nome de "Un Giorno di Regno". A partir deste instante porém a desventura começou a abater-se sobre a cabeça do compositor. Primeiro uma doença no seu coração atrapalhava seu trabalho. Não tendo dinheiro para pagar a casa e, nem tendo tempo para arrumar em Busseto, pediu um adiantamento a Marelli, sobre seu contrato, o que foi recusado. Foi salvo pela esposa que empenhou suas jóias.   
  No princípio de abril de 1840 adoeceu seu filho, os médicos não conseguiram descobrir qual era seu mal e a pobre criança morreu nos braços da mãe desolada. Como não bastasse, dali a dias a filha também adoeceu e veio a morrer. E, como suas provações não haviam terminado, a 3 de junho daquele ano um terceiro caixão deixava sua casa levando o corpo da esposa. Em três meses sua família estava completamente exterminada!

Praticamente tudo estava terminado para Verdi

  Em meio a todas essas tragédias familiares, Verdi tinha que escrever uma ópera cômica! "Un Giorno di Regno" não agradou e parte do malogro cabe sem dúvida à música. Com a alma torturada pela desventura doméstica, desgostoso com o insucesso do seu trabalho, Verdi ficou convencido que não encontraria na arte a consolação que necessitava e decidiu não mais compor.
A fria recepção da peça "Un Giorno de Regno" o feriu muito, pois acreditava que era falta de simpatia que dedicavam ao autor em dias de tanta amarguras. Em 1859, numa carta enviada a Ricordi, queixa-se que se o público não tivesse aplaudido, mas suportado em silêncio a obra de um rapaz pobre, doente, com falta de tempo e atormentado pela desgraça da perda da família, ele jamais teria encontrado palavras para agradecer. A lembrança desse insucesso o acabrunhou muitos anos; os críticos não raro, o tratavam com aspereza, mas a tudo isso Verdi suportou estoicamente, e certamente nenhuma provação poderia ser maior que a perda da sua família.
 

O retorno e o sucesso de Nabuco, cuja ária Va 
Pensiero tornaria-se o segundo hino oficial da Itália

 A resolução de Verdi de não mais compor foi quebrada por Marelli, que um dia colocou em seu casaco um libreto de Solera sobre o assunto de "Nabucodonosor", cuja leitura Verdi não pode resistir. Ficou tão impressionado que depois de muito esforço para manter sua decisão, sucumbiu às solicitações de Marelli. A nova obra foi apresentada no Scala em 9 de março de 1842, com o famoso tenor Ronconi e a soprano Giuseppina Strepponi, que veio a ser mais tarde a segunda esposa de Verdi. A ópera triunfou e todos se capacitaram que um novo espírito estava penetrando na ópera italiana. Embora rude e as vezes até vulgar, esse espírito, não só em "Nabuco", mas em muitas outras peças foi sentido, não deixando-se perceber a tremenda energia nele existente.
  
Como sua tragédia pessoal o ferira profundamente, o sucesso veio como uma brisa forte, talvez na tentativa de cicatrizar o coração despedaçado do artista

  A época era propícia, pois Rossini deixara de escrever óperas e o próprio mundo musical italiano começa a sentir cansado das gentis sentimentalidade de Bellini e Donizetti. Não que isso desagradasse, mas o povo italiano queria um novo rumo às suas emoções, e isso Verdi fez. Com seu vigor juvenil, a par da grosseria e vulgaridade e, talvez até por causa dela, o público italiano amante das óperas, recebeu um forte abalo como a anos não se sentia no teatro. "Nabuco" foi o verdadeiro início da carreira de Verdi. A prova do sucesso de "Nabuco", reside no fato de que os principais teatros italianos logo começaram a representar a peça; outra foi que o editor e amigo Ricordi deu ao compositor 3.000 liras austríacas pelos direitos de publicidade.
 Após isto, as obras de Verdi sucederam-se rapidamente: "I Lombardi", "Ernani", "E due Foscari", "Giovanna d'Arco", "Alzira", "Attila", "Macabeth", "Jerusalem", "Il Corsaro", "La Battaglia de Legnano", "Luiza Miler" e "Stiffelio". Isto aconteceu de 43 até 50, foram 13 obras em 8 anos. Tiveram êxito retumbante: "I Lombardi", "Ernani", (desempenhada por quinze teatros durante nove primeiros meses), "Attila", "Macabhet" e "Luiza Miler".
  A música de Verdi foi reconhecida como um toque de reunir para a nação. Por curiosa coincidência, as letras do nome do compositor constituíam as letras iniciais de Vittorio Emmanuelle Rè D'Italia, e a nação viu com grande satisfação que podia saudar seu futuro rei, enquanto ostensivamente clamava apenas: "VIVA VERDI". Verdi tinha na sua música todo o vigor quase rude do que a Itália precisava naquele instante, e no período de 1840 a 1860 nenhum outro compositor daquela geração teria conseguido ocupar o lugar de Verdi.
 Verdi sempre evoluiu, conhecendo Arrigo Boito, o melhor libretista de toda a história da ópera e para sorte de Verdi e do mundo, o compositor encontrou a plenitude de sua força imaginativa e técnica, um poeta capaz de por Sheakespeare à disposição inteiramente para a ópera. Daí, tanto em "Otello" como em "Falstaff", Verdi e Boito conseguiram condensar a ação sheakespereana da maneira mais hábil. Verdi trabalhou em "Falstaff" secretamente e a primeira apresentação ocorreu em Milão em 9 de fevereiro de 1893. Aos oitenta anos o compositor atraiu celebridades musicais de todas as partes do mundo. Desde o início a obra fora qualificada como uma das três ou quatro supremas obras primas da música cômica. Contudo nunca perdeu a modéstia e lembrava que preferia os primeiros dias de carreira quando suas óperas eram aceitas ou rejeitadas só de acordo com o mérito e em que a crítica era independente de quaisquer consideração de popularidade pessoal.

O fim, tristonho e sem honrarias, 
como o próprio Verdi ordenara

 Verdi passou praticamente o resto de sua vida entre sua propriedade em Santa Ágata, e suas casas de Gênova e Milão. Em Busseto, havia transformado três ou quatro terrenos em uma esplêndida propriedade, que administrava por si mesmo até os mínimos detalhes. Do princípio ao fim da vida, foi muito concentrado sem ser egoísta, pois nunca existiu coração tão generoso, desejando apenas  viver sua vida, ao seu próprio gosto e sem qualquer ilusão quanto a natureza geral da humanidade. Disse Verdi acerca do público amante das óperas, sem jamais se esquecer da tristeza porque passara com o repúdio ao seu primeiro trabalho, Giorno Di Regno :

 "Nabuco e I Lombardi foram aplaudidos no Scala, mas um ano antes este mesmo público havia maltratado Un Giorno Di Regno, de um mancebo pobre, doente e que havia sido duramente provado pela sorte e cujo coração estava destroçado por terríveis desventuras. Desde então nunca mais aconteceu Un Giorno Di Regno em sua vida, a ópera é fraca, mas quando nada melhores foram toleradas, e se o público tivesse então, não quero dizer aplaudido, mas recebido a obra em silêncio, eu não teria palavras para agradecer. Agora eu não os condeno, aceito-lhes a censura e as vaias, sob a condição de não ser obrigado a agradecer o aplauso. Nós pobres ciganos, palhaços, ou aquilo que sejamos, somos obrigados a vender por dinheiro nossos esforços, os nossos pensamentos, os nossos entusiasmos; e, por algumas liras o público compra o direito de nos aplaudir ou de nos vaiar. Temos que nos submeter."

 A 14 de novembro de 1897, morreu a segunda esposa de Verdi, Giuseppina. Em  21 de janeiro de 1901, Verdi ao vestir-se no seu aposento no Hotel de Milão, teve um ataque que lhe paralisou o lado direito, fazendo-o cair de cama. Durante seis dias o velho e robusto corpo lutou contra a morte, uma luta dolorosa; o fim chegou seis dias depois, no dia 27 de janeiro de 1901. No seu testamento expressava o desejo de ser sepultado "muito modestamente", ou de madrugada ou com as Ave Marias, à noitinha e sem música. Respeitaram-lhe a vontade e os restos de Verdi foram colocados ao lado de Giuseppina na "Casa de Repouso", local em que Verdi tinha legado o direito de publicidade de suas obras e serve até hoje para abrigar músicos desamparados. Deixou outros legados caritativos; o restante de sua enorme fortuna herdou-o sua prima Maria, esposa de Alberto Carrara, de Busseto.

  Honras, se lhe importassem, as teria em abundância durante os anos de sua vida; mas para Verdi essas coisas nada significavam. Recusou o título de Marquês de Busseto. Quando o Ministro da Instrução Pública lhe enviou a Condecoração da Coroa da Itália devolveu-a com as palavras seguintes: "Porque me mandaram isto ? Houve evidentemente, um mal entendido. Recuso." Nos últimos anos teve momentos de pessimismo. "Nascido pobre, numa aldeia pobre, não tive meios para aprender qualquer coisa. Deram-me uma miserável espineta e, pouco depois, comecei a escrever notas...notas e notas... nada senão notas! E foi tudo. O pior é que agora, com oitenta e dois anos, duvido que as notas valham alguma coisa."




Na ópera Nabucco, o hino Va Pensiero é o canto de dor do povo hebreu que foi derrotado pelos Assírios, deportado para Babilônia e reduzido à escravidão. Na época da sua primeira representação em 1842, em Milão,  o povo italiano estava sofrendo a dominação austríaca e por isso o hino tornou-se o canto dolorido dos italianos contra o opressor austríaco e difundiu-se rapidamente por toda a Itália. A ópera havia despertado o patriotismo dos italianos e logo em todos os muros das casas e dos palácios apareceu a escrita "VIVA VERDI" que na realidade era o anagrama de "Viva Vitorio Emanuele Rei De Itália". Segue a letra da ária...

Vá pensamento, sobre as asas douradas,
vá, pousa-te sobre as encostas e as colinas, 
onde perfumam mornas e macias
as brisas doces do solo natal!

Saúda as margens do rio Jordão,
as torres derrubadas de Sião.
Oh minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!

Harpa dourada dos fatídicos poetas,
porque agora está muda?
Reacenda as memórias no nosso peito,
fala-nos do tempo que foi!

Lembra-nos o destino de Jerusalém
traga-nos um som de triste lamentação.
Que o Senhor lhe inspire uma harmonia
que transforme a nossa dor em virtude!

Que transforme a nossa dor,
nossa dor em virtude.
Que transforme a nossa dor,
nossa dor em virtude.

Nossa dor em virtude!
 

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