TEATRO
Desde a antiga Grecia...
Mais de 2 mil anos de arte!
O  teatro totaliza, desde os cultos a
Dionísio, na antiga Grécia,
 até o teatro de vanguarda no 
século XX, mais de 2 mil anos de arte



  O teatro nasceu na Grécia, através do culto pagão a Dionísio, deus da geração. Depois, já apresentado a público, passou a ser chamado de trilogia, pois eram apresentadas, a cada evento, três peças, sempre com histórias de tragédia. Mais tarde, Prótinas, que seria o precursor da comédia, passou a escrever sátiras, e assim, a cada três peças apresentadas, era incorporada ao fim uma sátira, recebendo por isso o nome de tetralogia, fundindo-se depois como TEATRO.
  Até o século VI (A.C), não existiam personagens femininas no teatro. Elas só apareceriam mais tarde nas obras de Frinico, que trariam homens travestidos demulher. E o teatro, até então dedicado ao culto dionísico, ia adquirindo estrutura própria através das obras de outro inovador, Ésquilo, que seria um dos nomes mais importantes no desenvolvimento do teatro.
  Mas somente a partir de 486 A.C é que as comédias seriam de fato encorparadas ao teatro. Em Roma, onde o teatro chegou no século III (A.C), levado por Névio, Plauto e Terêncio, a arte seria elevada a show de riso e violência e o teatro adquiria caráter circense. O realismo do teatro romano chegou a tanto, que os atores eram realmente mortos em cenas onde era exigido sacrifícios no roteiro.
  Na Idade Média, a Igreja Católica, que havia proibido o teatro romano, considerando-o licencioso e violento, favoreceu seu ressurgimento, pois através de peças teatrais religiosas, chamadas "Mistérios", eram dados ensinos bíblicos à população, na maioria analfabeta. No final do século XV (D.C), acontecia o movimento renacentista na Europa e com ele a filosofia do Humanismo, que iria influenciar bastante o teatro. Nessa época, destacariam-se os dramaturgos Gil Vicente (1470-1536), Calderon de La Barca e Lope de Vega. A partir do século XVI, surgiriam na Inglaterra e França os maiores dramaturgos, cultuados até hoje na área teatral, como Tomas Kid, Robert Greene, Marlowe, Pierre Corneille, Pierre Marivaux e os grandes Voltaire, Moliére e Shakespeare (1564-1616).
  O teatro ainda sofreria muitas transformações, indo a nau de novas tendências, como o Classicismo, Pré-romântico, Romantismo, Impressionismo e Realismo, com destaque para nomes como Lessing, Goethe, Dumas, Tchekhov, Schiller, Victor Hugo, Gógol e outros, até o surgimento do teatro de Vanguarda no século XX, com Jean Genet, Pirandello, Ionesco e Bertold Brecht, entre tantos outros nomes também importantes.
  No Brasil, o teatro surgiria também através da Igreja Católica, usando a arte teatral para a catequização. O primeiro "dramaturgo" seria José de Anchieta, que escreveu a peça Auto da Pregação Universal entre 1567 e 1570. Em 1813 foi inaugurado o Real Teatro de São João, mas somente a partir de 1833 é que a arte teatral tomaria pé no país, através da Companhia de João Caetano. O Poeta e a Inquisição, de Gonçalves Magalhães e O Juiz de Paz na Roça, de Martins Pena (1805-1848), foram duas peças decisivas para o futuro da dramaturgia nacional.
  Mas o teatro ainda não decolaria dentro do mundo das artes de então. Ele só ressurgiria no século XX, com a peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. A peça foi dirigida por Ziembinsky, fundador do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Mais tarde, Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal fundariam o também histórico Teatro de Arena. 


 
 
 
 
 
 
 
 

  Em Barra Bonita, o principal nome da história do teatro, é Valtier dos Santos, que há vários anos se dedica à arte teatral, escrevendo, dirigindo e formando novos atores. Valtier entrou para o mundo cênico aos 16 anos de idade, quando ainda morava em São Paulo. Vindo para Barra Bonita, onde é diretor do cine-teatro Zita de Marchi, ele já escreveu mais de 30 peças e dirigiu cerca de 15. Hoje, além de diretor da casa teatral e de continuar escrevendo e dirigindo, Valtier participa da Fundação Pedro Ometto, onde dá aulas de teatro. 
  Com um livro escrito (Quem Sou Eu?), em 1984 e com várias crônicas premiadas, Valtier disse que as peças que foram sucesso de público e consequentemente lhe deram maior retorno profissional, foram Na Mira de um Olhar, Confusão Pouca é Bobagem, Janelas Abertas, Ainda que Seja Tarde e Saudade Costura Minha Alma. Para o teatrólogo barra-bonitense, não dá para escolher a melhor peça, pois para ele, "a penúltima parece ser sempre a melhor". 
   E o teatro, como a vida, continuará encantando e apaixonando. No palco, se você prestar atenção, poderá sentir a natureza etérea dessa arte que sobrevive há milhares de anos... 

 

 

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