Adaptado pela redação
A pílula na luta pela vida


Fonte: G1 - Globo

O professor Gilberto Chierice coordenou as pesquisas
com a  Fosfoetanolamina sintética com sua 
equipe na Universidade de São Paulo


 

 Foi assim que o espetacular trabalho do professor e sua equipe da USP foi conhecido pela mídia brasileira e recebeu a devida atenção. Não fosse o bravo catarinense, talvez não houvesse tanta divulgação...Mas Deus é grande!


  No dia 17, o G1 mostrou que pacientes com câncer brigam na justiça para que a USP forneça cápsulas de fosfoetanolamina sintética. De acordo com usuários, familiares e advogados, a substância experimental acumula resultados satisfatórios no combate à doença, inclusive com relatos de cura, mas não possui registro junto à Anvisa e, por isso, só está sendo entregue por decisão judicial. A droga, cuja cápsula é produzida por menos de R$ 0,10, levou ao surgimento de discussões na internet e um morador de Santa Catarina que a distribuía gratuitamente foi preso. Em entrevista ao G1, Carlos Kennedy Witthoeft (o perigoso distribuidor da droga que salva) afirmou que está "com a consciência em paz”. Durante uma visita a São Carlos (SP), ele contou como conheceu a substância, apontada por pesquisadores como um tratamento alternativo para o câncer. Ele disse que valeu a pena ser preso por doar o medicamento e o que aconteceu após ser preso e indiciado por falsificação do remédio. "Não tem como mensurar o que a gente sentia a cada pessoa que vinha falar que estava curada", disse.

  O professor-doutor aposentado da Universidade de São Paulo acredita que conseguiu desenvolver uma substância que pode curar o câncer. Gilberto Orivaldo Chierice coordenou por mais de 20 anos os estudos com a  fosfoetanolamina sintética, que imita uma substância presente no organismo e sinaliza células cancerosas para a remoção pelo sistema imunológico. “A fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”, disse o especialista.
  Segundo o cientista, as pílulas eram fornecidas gratuitamente em São Carlos, mas uma portaria da universidade proibiu a distribuição até o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pacientes que tinham conhecimento dos estudos entraram na justiça para obter as cápsulas. Procurado, o órgão disse que não identificou um processo formal para a avaliação do produto em seus registros e que não houve por parte da instituição de pesquisa nenhuma iniciativa ou atitude prática no sentido de transformar o produto em um medicamento. Segundo a agência, para obter o registro, além da requisição, é preciso apresentar documentos e análises clínicas.
  De acordo com o professor Chierice, a substância, também conhecida como fosfoamina, não chegou ao mercado por “má vontade” das autoridades. Ele disse que procurou a Anvisa quatro vezes e foi informado que faltavam dados clínicos. "Essa é a alegação de todo mundo. Mas está cheio de remédios neste país que não têm dados clínicos", desabafou.
  Ele então pediu à agência um hospital público onde pudesse realizar novos testes - os pesquisadores afirmam que, nos anos 90, a substância foi testada em um hospital de Jaú, mas contou que não obteve retorno. A Anvisa nega que tenha sido procurada formalmente.

Obstáculos para fazer o bem

  O professor explicou à reportagem do G1 que, com a ingestão das cápsulas, as células cancerosas são mortas e o tumor desaparece entre seis e oito meses de tratamento. "Mas é evidente que um caso é diferente do outro", afirmou, reforçando que o período pode variar de acordo com cada sistema imunológico. O cientista, bastante aborrecido com todos os obstáculos colocados no seu caminho e no do remédio que, segundo muitas testemunhas, que foram curadas ou tiveram parentes curados, é uma bênção dos Céus. O professor contou ao G1 como a substância age e afirmou que já há outro país interessado em fabricá-la. “Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir”, disparou na entrevista, concedida ao repórter Rafael Castro e reproduzida no site G1.
  Rafael perguntou ao professor em que tipo de tumor cancerígeno pode haver uma maior ou menor eficácia, e o professor Chierice disse que não é possível por enquanto quantificar isso, pois eles, os pesquisadores, não são médicos. Precisaria de uma parceria médicos-pesquisadores. Para uma contra-indicação perguntada pelo repórter, o professor disse que o remédio não é um simples coadjuvante. "A fosfoamina precisa que o sitema
o sistema imunológico do doente esteja intacto. No caso de uma quimioterapia, por exemplo, que não destrua o sistema imunológico, perfeito, pode ser combinado", disse.

Mais de mil pessoas por mês recebiam o remédio gratuitamente e muitas, sem esperança, estão vivas até hoje...Mas isso foi proibido e não mais autorizado e o Brasil mostra mais uma vez sua cara lá fora, envergonhada por causa da ambição e maldade

  O repórter perguntou se o professor tinha algum controle de quantas pessoas foram beneficiadas nos 20 anos de pesquisa e Chierice disse que "eram fabricadas  cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora quantas pessoas foram beneficiadas eu não sou capaz de dizer porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas"...
 O trabalho do cientista foi publicado em diversas revistas científicas. São de nove a dez trabalhos nas melhores revistas de oncologia do mundo, que são revistas internacionais. Junto com o professor, também estava o pessoal do Instituto Butantan, e eles explicaram ao mundo o mecanismo de ação da fosfoamina. Finalizando a entrevista com o G1, o heróico e revolucionário pesquisador disparou: "Se não for possível aqui, a melhor coisa é outro país fazer, porque beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males"!


Deus é grande...sempre é!

Pesquisa sobre eficácia e segurança da pílula receberá ao todo R$ 10 milhões do Ministério  da Ciência, Tecnologia e Inovação - Matéria de Raphael Martins  – Site da  EXAME

  São Paulo – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação liberou R$ 2 milhões para pesquisa sobre eficácia e segurança da fosfoetanolamina, substância presente na “pílula do câncer”, que era distribuída informalmente por um laboratório da USP de São Carlos. O convênio foi assinado 25 de novembro pelo ministro Celso Pansera (PMDB). 
  Esse é o primeiro passo de um aporte total de R$ 10 milhões em pesquisas, compromisso acertado com representantes da comunidade científica e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no início do mês de novembro.
  Os experimentos iniciais com a “fosfo” serão conduzidos por três laborátórios certificados. Segundo nota do ministério, são eles o Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos, de Santa Catarina, o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

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