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Gláucio Munduruca
O artista...o músico!


 
 
 
 
 
 
 

Para mim, pobre vassalo no castelo dos grandes compositores e grandes intérpretes, Gláucio Munduruca é realmente a excelência em pessoa. Excelência como artista, como defensor da cultura, como ser humano e, sobretudo, como amigo. 
  De uma amizade ímpar, da qual Julia e eu já desfrutamos quando estávamos fazendo nossa arte pop e não tínhamos onde expor aqui na Barra e ele, ao saber, gentilmente nos cedeu o salão onde dá aulas, talvez até se prejudicando, para nos dar um apoio que jamais esqueceremos!
    Glaucio Munduruca, nasceu em Barra Bonita, SP e desde os 11 anos de idade já definiu que sua vereda neste mundo de trevas seria a senda iluminada da música clássica. Assim, nesta idade dedicou-se de corpo e alma ao estudo de piano e, já rapaz, foi procurar notas mais altas na escala musical da sua alma e foi estudar no Rio de Janeiro, terreno sagrado de César Camargo Mariano, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Ivan Lins, o clássico Villa Lobos e o grande Carlos Gomes, os precursores de tudo que existe e existiu no Brasil na área musical, desde  1845, com o surgimento da Polca, dança rústica da Boêmia parte do império austro-húngaro e atual província da Checoslováquia. Depois do seu surgimento no Rio, a polca vira a nova febre carioca com a formação da Sociedade Constante Polca, em 1846. Além de dança de salão, o gênero invade teatros e ruas, tornando-se popular através dos próximos grupos de choro e grupos carnavalescos. Os maiores compositores de polca são Ernesto Nazaré (1863-1934), Calado (1848-1880), Anacleto de Medeiros (1866-1907), Irineu de Almeida (1890-1916), Henrique Alves de Mesquita (1830-1906) e Miguel Emídio Pestana (fins do séc. XIX e inícios do séc. XX). Foi o gênero básico de apoio para outras fusões musicais com o lundu, o fadinho e os motivos militares.
  Em 1880, também na antiga capital do Brasil, surge o choro (chorinho), através de pequenos grupos instrumentais formados por modestos funcionários dos Correios e Telégrafos, da Alfândega e da Estrada de Ferro Central do Brasil, que se reúnem nos subúrbios cariocas com suas flautas, cavaquinhos e violões. A mágoa e a nostalgia deram o nome ao gênero, sendo a improvisação sua condição básica. No começo da República, outros instrumentos seriam incorporados. As festas das quais os chorões participavam já eram chamadas de pagodes. Os músicos Joaquim Antônio da Silva Calado (1848-1880) e o flautista Viriato Figueira da Silva (1851-1883) são dois de seus criadores. Outros grandes chorões: Chiquinha Gonzaga (1847-1935), Anacleto de Medeiros (1866-1907), Irineu Batina (1890-1916), Mário Cavaquinho (XIX-XX), Sátiro Bilhar (?-1927), Candinho Trombone (1879-1960), Ernesto Nazaré (1863-1934) e Pixinguinha (1897-1973). Esta é também a época das serenatas de fins de noite.
  Mas, apesar de passear por todo esse legado, Gláucio Munduruca já tinha uma paixão mais antiga do que a que começou a musicar o cenário brasileiro a partir de 1840. Seu compositor único e favorito é  Frédéric François Chopin, nascido na Varsóvia e morto em Paris.

  E foi em Chopin (acima) que ele se especializou e tornou-se mais tarde professor de piano clássico em Barra Bonita. Mas, inquieto como todo grande artista, ele foi o idealizador de eventos, juntamente com a Prefeitura da Estância Turística de Barra Bonita, os quais dificilmente a cidade terá oportunidade de vivenciar novamente. 
  Muitos dizem que não se deve dizer a palavra nunca, mas no caso em questão, em que pesou antes e acima de tudo, a visão e o amor do artista pelas artes e a vontade de sua alma de compartilhar isso com os barra-bonitenses, eu creio que até posso dizer e escrever que nunca mais Barra Bonita terá outra chance de se destacar internacionalmente através da música clássica. 
  Como disse certa vez o desenhista Flavio Collin, "Tivemos o artista, mas perdemos o espetáculo"... 
  Cronologicamente destacamos abaixo os anos e os grandes eventos trazidos a Barra Bonita, para que ninguém esqueça que, por trás de cada um deles, estava a luta e o amor de um jovem artista chamado Gláucio Munduruca...

1989 - Concurso Nacional de Piano 'Guiomar Novaes' 
1992 - Concurso Sul-Americano de Piano 'Guiomar Novaes' 
1993 - Concurso Sul-Americano de Canto 'Bidú Sayão' 
1997 - Concurso Internacional de Piano 'Guiomar Novaes'.
 

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