Renato Bolla
O fenômeno da AABB



 
 
 
 
 
 
 
 

  Ele sempre jogou como amador, se recusou a ir para o profissionalismo, nunca ganhou um centavo com o futebol, mas entrou para sempre na história esportiva da AABB (Associação Atlética Barra Bonita) como seu maior ídolo. Seu nome é Renato Adamo Bolla, que em 25 de maio de 1975, recebeu o prêmio Belfort Duarte, para jogadores que num período de 10 anos, com 120 partidas oficiais, não tenham sofrido qualquer penalidade.   Em todo o país, Renato é um dos quatro ou cinco craques que receberam essa honraria concedida pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos). 
  Renato Bolla já nos deixou, mas sua memória ficará para sempre viva na história da AABB e do esporte barra-bonitense.

Renato Bom de Bola 
Extraido de uma crônica de Edemir Coneglian 
Jornal O Eco, de Lençóis Paulista - Por esta crônica 
dá pra se ver o valor de Renato Bolla, não só 
em Barra Bonita, mas em toda a região

   Há muito queria vê-lo. Afinal, ele fez parte de nossa terra. Foi uma página brilhante dos bons e memoráveis tempos do CAL (Clube Atlético Lençoense), daquele outro CAL de ouro, valente, vibrante, imbatível, dos anos dourados da década de 40.  E não é que na tarde do último domingo, aqui ele compareceu para rever o antigo estádio e ainda encontrar amigos da época? Novamente voltar ao Bregão, em cujo gramado desfilou classe, lançou dezenas de vezes o meia Didi e o ponta Tite, além de fazer gols memoráveis.   Antes que o leitor fique impaciente para saber quem foi essa glória daquele inesquecível esquadrão, vou dizer seu nome: RENATO BOLLA, cujo sobrenome verdadeiro tinha perfeita e inacreditável afinidade com a bola, ou, como queiram, o Renatinho de Barra Bonita. 
    Domingo passado, quando terminou o primeiro tempo entre o CAL e o Flamengo, observei do alto da arquibancada, que lá embaixo, seu antigo companheiro Abílio Lázari levantava os braços e festivamente apertava contra o peito aquele baixinho, cujos cabelos marcados pela neve do tempo, assinalavam a soma dos anos vividos. Desci rapidamente os degraus e cheguei diante de ambos para matar a saudade e ainda conhecer um pouco mais da história do antigo CAL. E disse a ambos que aquele abraço era idêntico ao que Didi deu em Bertolucci, em 1951, no Pacaembu, quando um defendia o Fluminense e outro o São Paulo, tendo ambos por base o nosso alvi-negro. 


Até hoje, apenas Renato e mais uns quatro jogadores receberam esta honraria

   E o Renatinho, que veio a Lençóis trazido pelo seu filho, o competente radialista Tavinho Bolla, relembrou jogos memoráveis de então, descrevendo as defesas do Bertolucci, os chutes colocados do Belfari, acompanhados das suas "bicicletas", dos lances e tabelas mágicas que faziam com o mestre Didi, e reviveu os violentos chutes do Tite, que batiam no "barracão" do gol de fundo e faziam a bola voltar quase até o meio do campo. Só para testar o velho Renato Bom de Bola, perguntei-lhe qual era o destaque do time. E ele, sem titubeio, respondeu: "Amigo, até hoje não sou capaz de dizer quem se destacava, pois o time era tão notável que todos eram do mesmo nível e sensacionais". E com alegria deu a escalação, que segundo ele, jamais lhe sairá da cabeça e junto de si permanecerá para sempre: Bertolucci, Imparato, Limão, Belfari, Ilmo, Abílio, Davi, Didi, Mano, Edemir (eu), Renato e Tite. 
   Ainda recordando, disse: "Um dia neste campo, veio aqui com uma pinta muito grande nos desafiando, o Cafelândia Futebol Clube. Foram embora levando um sonoro 10 a 0. E assim fazíamos com outros desafiantes e por todo o Paraná, onde excursionamos".  Percebi que a emoção do velho futebol que praticavam no CAL de então, era muito forte, quando relembrou a história da qual ele, Abílio e até mesmo nosso Ítalo Segalla, ajudaram a escrever.   E o velho Renatinho Bom de Bola, que aqui esteve matando saudade, voltou feliz para sua Barra Bonita...

 

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