Antonio Gallo
O anjo empresário


 
 
 

  Antonio Gallo nasceu em Dois Córregos, SP, em 1932. Ele trabalhava como serralheiro e foi exercendo esta profissão que ele veio para Barra Bonita em 1975. Após vários anos ainda exercendo a profissão de serralheiro, ele resolveu montar o Comércio e Laminação de Ferros Gallo, que em pouco tempo se solidificou e passou a fornecer seus produtos para todo o Estado de São Paulo e também para outros estados.  Seu Antonio era casado com dona Luiza Aparecida Gazzoto e pai de Paulo e José Valentim Gallo. Ambos os filhos seguiram os passos do pai. Paulo tem uma laminação e José Valentim é proprietário da empresa Aços Malta, além de continuarem com a empresa paterna, conhecida por todos como Ferros Gallo.
  Seu Antonio nos deixou há poucos anos, mas o seu espírito de luta, garra, honestidade e, sobretudo, de amor ao próximo, ainda sobrevive, pois como diz nas Sagradas Escrituras, o homem de bem, que pratica a justiça, continuará sempre vivo, através da sua memória.   Cristão como poucos, ele e sua empresa angariaram a fama de ajudar os mais necessitados. Fama tal que saiu de Barra Bonita e atingiu outros lugares, pois em toda a região ficou conhecido o espírito fraterno de Antonio Gallo.   Tudo começou com suas doações de muletas, cadeiras de roda e vime, com aparatos adaptados por ele mesmo. E foi muita gente que já fez uso desses benefícios de Antonio Gallo, além de ajuda também a asilos. Mas seu Antonio sempre creditou esse trabalho cristão à sua mãe, dona Palmira, que lhe dizia que, se pudesse, deveria ajudar os mais necessitados. "Então, já que eu tenho condições, nada me falta, graças a Deus, eu posso e devo ajudar a quem precisa", dizia ele.   E, não bastasse isso, sempre quando viajava, seu Antonio costumava abastecer o carro de alimentos e cobertores, os quais ia distribuindo aos andarilhos que encontrava pelas estradas. Até na Bahia seu Antonio já doou muletas e cadeiras de roda. Quanto à recompensa por isso, ele nunca se preocupou, pois para ele, a recompensa vinha sempre de Deus, através da saúde.  Quando fiz esta matéria com seu Antonio em 1998, o que me marcou muito foi o que ele disse ao final: "Quem só pensa em si, está vivendo inutilmente. As pessoas se esquecem de que, quando morrem, deixam tudo aqui. Mesmo aqueles que não têm uma boa condição financeira, podem fazer algo, como por exemplo visitar doentes num hospital...O agradecimento que você vê nos olhos da pessoas, comove a gente...O que me entristece muito hoje em dia, é que está faltando paz e amor no mundo!"


Abaixo, seu Antonio e a esposa, dona Luiza

Matéria feita para a revista Destake em 1998 


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