Pássaro Preto
(Obede Batista de Andrade)


 
 
 
 
 

Após muita luta, usando toda a garra que Deus lhe deu, o conhecido Pássaro Preto inaugurou, em 06 de janeiro de 2001, na esquina das ruas César Gonçalves com Geraldo Fazzio, na Cecap de Barra Bonita, o seu próprio clube, o Tropical Dance.   O clube, único em sua categoria na cidade, tem a infraestrutura dos melhores clubes das grandes cidades, com 600m2 de construção, palco de 15m e pista de dança com 100m2, podendo abrigar mais de 1000 pessoas. O clube tem estacionamento para 40 veículos e gera hoje mais de 25 empregos diretos e indiretos.
  Recentemente o palco do clube foi remodelado, ficando ainda mais profissional e o sistema de iluminação em todo clube foi incrementado. Além disso, o Tropical Dance tem um corpo de segurança profissional e atendimento impecável. 

 Do cabo da enxada ao grande Tropical Dance

  Nascido em 1949 em Ituaçu, Bahia, Obede Batista de Andrade, quando atingiu 13 anos de idade, mudou-se com a família para a cidade de Uirapuru, SP, que dista cerca de 400km de Barra Bonita. Em Uirapuru, Obede casou-se com dona Cícera e logo mudou para Barra Bonita, que na época oferecia grandes oportunidades de trabalho. 
  Em Barra Bonita nasceram 5 filhos do casal: Cícero Carlos, Sivaldo Aparecido, Silmara, Marcio e Marcelo. Após eles, também veio unir-se à família, a jovem Fernanda, filha adotiva do casal. Para garantir a sobrevivência da grande família, Obede fez de tudo um pouco: foi roçeiro, saqueiro, servente de pedreiro, até entrar na Usina da Barra, onde aprendeu o ofício de soldador. Agora, como profissional, ele ganhava mais e os tempos foram melhorando. Da usina ele veio para os Irmãos Oioli, onde trabalhou até entrar para o mundo dos shows.
  Deus já escreve, antes de nascermos, o destino de cada um, e poucos são os que se apercebem disso. Obede não havia percebido isso. Ele morou em Uirapuru, nome de uma das aves mais famosas do Brasil, e lá, aos 18 anos de idade, aprendeu a tocar acordeon, e, na Usina da Barra, Antonio Alponti (Colonho), colocou nele o apelido de Pássaro Preto. Sim, Deus tinha dado a ele o dom da música e até nome de pássaro, para que ele pudesse voar. E o Pássaro Preto acabou voando!
  Num bar, perto da Oficina Cestari, ele montou seu primeiro salão de forró, só pra animar a freguesia, lembra, divertido. Dali, já que meio profissionalizado, ele passou a se apresentar no extinto Park River Play. Ele já tinha até uma banda, que se chamava Grupo Agitação 4! Depois Pássaro Preto alugou um salão do “Zé” Aurélio, onde realizou muitos bailes. “O ponto era bom, mas, quando chovia, entrava mais água dentro do que fora”, conta, rindo.
  E os vôos, ainda que rasantes, continuaram. Ele já havia se apresentado com Denis Reis por toda a região e depois, com o músico Olizete, abrilhantou as noites do Restaurante Beira Rio por 4 anos. Após isso, Pássaro Preto ensaiou vôos maiores e  montou seus shows de músicas MPB e sertaneja, no extinto Vila Nova, alí ficando até 2000. Em 2001, ele voou mais alto e inaugurou o Tropical Dance!

E o Pássaro Preto continua a voar...

  A partir de 2004, apesar de continuar mantendo a casa cheia todos os sábados, com frequentadores de toda a região, Pássaro Preto sentiu que podia dar um vôo mais alto. Ele queria trazer mais atrativos para o clube, para satisfazer ainda mais seus frequentadores. Assim, de animador dos shows, ele decidiu se tornar empresário de shows, trazendo grandes perspectivas para o clube e particularmente para os artistas da cidade, da região e até de outros locais. E assim ele fez, e novamente acertou: a partir de então, todo fim de semana o Tropical Dance apresenta uma banda diferente, bem profissional, escolhida a dedo por ele, que faz questão de ouvir antes um trabalho da banda ou muitas vezes vai assistir a um show da mesma. Só após isso ele fecha contrato.
  Com isso, o Tropical Dance já apresentou até agora shows com bandas de Barra Bonita, Jaú, Pederneiras, Bauru, Piracicaba, Águas de São Pedro, Santa Bárbara do Oeste, Novo Horizonte e até de Rio Claro e São Carlos. Em 2007, para comemorar os 6 anos do Clube, teve até show com gravação em DVD ao vivo.


NE - Nota do editor: esta matéria foi feita entre 2007 e 2009

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