Rafael Palmezan
 O pioneiro do turismo fluvial em Barra Bonita



 
 
 
 
 
 

  O rio Tietê, que hoje representa um trunfo ecônomico através do turismo e é o nome mais importante dentro do projeto Mercosul, através da Hidrovia Tietê-Paraná, já era explorado comercialmente décadas atrás. Em 1893, a Ytuana, que fazia navegação comercial, foi encampada pela Navegação Fluvial Sorocabana. Naquele tempo marcaram seus nomes na história da navegação barra-bonitense, os vapores Souza Queiroz, Visconde de Itu e Barra Bonita. 
  A partir de 1950, o serviço fluvial no Tietê foi desativado, mas na década de 60, a visão e a garra de um homem chamado Rafael Palmezan iria tornar o rio peça fundamental no desenvolvimento do turismo fluvial de Barra Bonita. 
  Palmezan começou com dois pequenos barcos, o Cidade Simpatia e o Igaraçu do Tietê. Com toda coragem, visualizando o potencial turístico do rio, faria singrar mais tarde  os navios Crepúsculo Romântico I e II. 
  Na década de 70, vencidos os obstáculos iniciais, Rafael Palmezan dedicou-se à construção do Arca de Noé, uma modernidade para a época, com capacidade para mais passageiros e que viria sacramentar o sucesso da Navegação Fluvial Médio Tietê, atraindo mais turistas a Barra Bonita, curiosos e ávidos por navegar pelo rio Tietê e fazer a eclusagem - subida e descida do navio, primeiro ao nível da represa da Cesp e depois ao nível do próprio Tietê. 
  A eclusa era um avanço da engenharia, permitindo vencer um desnível de cerca de 30m e possibilitando a navegação em um trecho maior do rio. A eclusagem até hoje encanta barra-bonitenses e turistas. 
  Mas Rafael Palmezan, realizador por natureza, projetou um navio ainda maior, e junto com seus 4 filhos (Edson, Edgar, Helio e Helcio), ainda jovens, começou a nova empreitada. Porém o destino traçava outro caminho para ele. Em 1979, já com a estrutura do novo navio bem adiantada, um acidente tirou a vida do grande marinheiro. Seus filhos é que iriam manejar o leme da empresa dali pra frente... 
  E eles se sairam bem. Navegando pelo Cosmo, o velho marinheiro com certeza olha para a Terra e se alegra com o trabalho dos filhos, pois eles, com a mesma garra do pai, concluiram a construção daquele navio, ao qual batizaram de San Raphael, em homenagem a ele, e continuaram sua luta. 
  Novos navios, com ainda mais capacidade,  foram construidos, a empresa se consolidou como o nome mais forte dentro da navegação Tietê-Paraná, tendo hoje seu próprio estaleiro, dominando o turismo nessa área e gerando centenas de empregos.  Tudo isso, graças à força e à luta de Rafael Palmezan, o pioneiro da navegação turística no rio Tietê! 
  Rafael Palmezan é parte da memória viva da cidade e, junto com seus filhos, são personalidades que ajudaram na construção da história de Barra Bonita. 
 


O San Raphael, batizado em homenagem ao grande comandante

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