A grande Itália
Berço da arte, escola das músicas românticas, 
das comédias, dos filmes de ação e bang-bang!


  A Itália, terra do grande gênio da pintura e da escultura, Michelangelo, do gênio inventivo de Da Vinci, de Rafael, de geniais compositores como Verdi e Vivaldi, de escritores como Dante e Bocaccio e das grandes comédias com os geniais Ugo Tognazzi, Vitorio Gasmann e outros, de Felini e Vitorio de Sicca, de Sofia Loren e Marcelo Mastroiani, recentemente mostra para o mundo como se faz cinema, com o genialíssimo Roberto Begnini ganhando um Oscar na capital americana do cinema com seu A Vida é Bela.
  Não vamos entrar aqui no mérito da música, que na década de 70 também balançou corações pelo mundo com Sergio Endrigo, Rita Pavone, Domenico Modugno, Luigi tenco, Pepino de Capri, Giani Morandi, Ornela Vanoni e tantas outras feras... A Itália, terra do herói Cristóvão Colombo, é muito mais que macarrão, vinho e cosa nostra. A Itália é alegria, história e genialidade. Mas a gente está aqui para falar de porradas e tiroteios...quer dizer, do bang-bang italiano e sua influência na terra do Velho Oeste e em tutti mondo... 

As feras dos colts 45


Tudo começou com Django. A diferença entre tiroteio e explodir o Velho-Oeste!

  A coisa, quando começou, não veio timidamente. Já veio como um estrondo de dinamite num vagão de trem, com pesos-pesados como Clint Weastwood, Giuliano Gemma, Terence Hill (trinity) e seu inseparável amigo Bud Spencer, Lee Van Cleef e o grande Franco Nero.
  Sob a batuta de diretores visionários como Sérgio Leone e Sérgio Corbucci, eles foram os astros da grande reviravolta que os filmes de faroeste (ou bang-bang) sofreriam a partir da década de 60 através das produções italianas. No Brasil, críticos chamaram com bom humor de “bang-bang spagheti”, sem saber que tais produções não só mudaram a maneira do próprio país do bang-bang – os EUA, de fazer filmes, como iriam influenciar anos depois outros filmes de Hollywood.
  Só como referência, queremos citar o filme Django, que foi o divisor de águas e que, seguramente, deveria entrar para a história como o precursor de grande produções americanas décadas depois. 
  Django foi o grande sucesso western de1966, com Franco Nero no papel principal e dirigido por Sérgio Corbucci.  No filme, o misterioso herói, em dado momento, tira de um caixão uma super metralhadora e acaba com dezenas de bandidos que queriam tirar sua pele.


Rambo e Commando embarcaram na do Django: quanto maior a arma, mais inimigos eliminados...


  A partir daí, Rambo, com Stallone, em 1982, usa uma metralhadora para eliminar vietinamitas inimigos, Commando, com Schwazenegger em 1985, usa outra super-arma para invadir uma ilha e resgatar sua filhinha, e depois, o grandão usaria uma metralhadora “a la Django” em Exterminador 3, de 2003.
  Em 2010, o caçador de recompensas Jonah Hex, no filme do mesmo nome, usa metralhadora idêntica à de Django no início do filme e, não bastasse tudo isso, o genial e esquisito Quentin Tarantino usa o mesmo personagem, só que negro, para fazer Django Libertado em 2012. Um excelente bang-bang...Não sei se foi sucesso de bilheteria ou não.
  Mas o que tudo isso vem sacramentar, é que o país de Giuzeppe Verdi  mudou a cara do bang-bang americano e foi o precursor, com o Django de Corbucci, dos heróis do cinema usarem potentes armas para matarem a maior quantidade de “inimigos” possível.
 
 
Ao alto o Exterminador dando uma de Django e o Jonah Hex. Acima, 
o Django de Corbucci, de 1966 e o Django de Tarantino, de 2012.

Da terra de Tex Willer não se
podia esperar outra coisa... 



 

   Falar de bang-bang na Itália nos leva diretamente ao nome do maior “mocinho” criado naquelas bandas e espalhado pelo mundo todo há mais de 64 anos. Trata-se do ranger Tex Willer, criado pela dupla Giovanni Luigi Bonelli, redator e Aurelio Gallepini, desenhista e editado por Sérgio Bonelli (1932-2011).
  Tex Willer e seus companheiros, Kit Carson, o índio Jack Tiger e o filho de Tex, Kit Willer, foram criados em setembro de 1948 e é o herói de quadrinhos mais famoso, mais lido e que está na “ativa” até hoje, deixando para trás famosos mocinhos americanos como Rock Lane, Cavaleiro Negro, Flecha Ligeira, Don Chicote, Roy Rogers e Lone Ranger (Zorro), entre outros, publicados no Brasil até a década de 70 pela Editora Ebal, do Rio de Janeiro.


Kit, o índio Jack Tigre e Tex Willer. Sentado, folgado como sempre, o velho Kit Carson. Ao lado, edição de 60 anos do herói e, ao alto, Sergio Bonelli (1932-2011), editor do ranger criado pelo pai e por Gallepini


  Tex, antes publicado pela Rio Gráfica,  muda de editora mas não muda de leitores. Onde quer que o ranger vá, seus fiéis leitores o acompanham...Isso já a 6 décadas. Uma coisa incrível. Mocinhos que duraram tanto assim, somente Superman, Batman e Homem-Aranha. De gibis de bang-bang, nenhum além de Willer. 
  Tudo isso é prova irrefutável que a Itália é a Itália e não só vive de macarrão, panetone, ópera e pizza. Ela também faz bang-bang, nas telas e nos quadrinhos e faz tão bem, que serve de modelo. E o italiano é tão genial que se dá ao luxo de até fazer uma torre inclinada...só pra desafiar a lei de Newton, que não era italiano... 
  Grazzie, Itália, Leone, Corbucci, Bonelli, Begnini, Sofia Loren, Sergio Endrigo , Gina Lolobrígida, Tognazzi, Vivaldi, Pavarotti, Michelângelo, Verdi, Primmagio Mantovi, Bontempi, Rita...Viva Itália! Arivederci, Roma!

 

 

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