Os heróicos revolucionários
(Os homens sem medo)

   Para se chegar à gloriosa madrugada de 15 de novembro de 1889, quando Deodoro da Fonseca foi imortalizado cavalgando seu cavalo branco e proclamando o fim da monarquia, muitos heróis que queriam um Brasil realmente livre de Portugal, foram sacrificados.
  Manoel Beckman e Felipe dos Santos, seriam os primeiros a serem executados por levantarem a voz contra o domínio português e, depois, aquele que se tornaria o maior herói nacional, Tiradentes, verteria também seu sangue por uma pátria livre, se tornando o Mártir da Independência. Simbolicamente, a independência do Brasil aconteceu em 07 de setembro de  1822, quando obteve autonomia política de Portugal. Mas assim mesmo a Pátria brasileira continuou sendo subjugada pela realeza portuguesa, através do regime monárquico.
  Em 1798, o tenente Hermógenes liderava uma revolução baiana contra a monarquia, chamada Revolta dos Alfaiates. Sucumbindo ante o poderio português, morreram os heróis Lucas Dantas de Amorim Torres, João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira e Luiz Gonzaga das Virgens. Todos foram enforcados e esquartejados. Em 1817, acontecia a Revolta dos Mascates. Nesse movimento, foram assassinados Padre Roma das Alagoas e André de Albuquerque Maranhão. Todos os outros líderes do movimento foram enforcados ou fuzilados pelo governo português.
    Mas, mesmo após a independência política de Portugal, o ideal de ver a Pátria livre de vez da realeza portuguesa, continuou a bater forte no coração dos brasileiros, e as revoltas se sucediam - e também as execuções. Assim, em 1823, os irmãos Vinagre e Eduardo Angelim morreram liderando a Cabanagem no Pará; em 1825, Frei Caneca foi fuzilado em Pernambuco por liderar a revolução que ficou conhecida por Confederação do Equador. No Ceará, a revolta era liderada por João de Andrade Pessoa e padre Gonçalves de Albuquerque. Por estarem ao lado deles, também foram executados nessa revolta, os heróis Lázaro de Souza Fontes, Antonio Macário, Agostinho Bezerra Cavalcanti, que era major da chamada Tropa de Negros, Antonio do Monte Oliveira, Nicolau Martins Pereira, James Rodgers, João Gulherme Ratcliff, João Metrowitch e Joaquim Loureiro.
 Em 1835, Bento Gonçalves liderava a Revolução Farroupilha, da qual participaram Giuzeppe Garibaldi e a heroina Anita Garibaldi. Dois anos depois, em 1837, acontecia na Bahia o movimento revoltoso conhecido como Sabinada, liderado por Francisco Sabino da Rocha Vieira e Sérgio Veloso. Eles só escaparam da execução porque D. Pedro II estava assumindo o poder. Pouco depois de 1840 era a vez dos revoltosos contra a monarquia começarem um movimento no Maranhão, conhecido como Balaiada, liderado por Raimundo Gomes, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira e o Preto Cosme. Em 1842, os dois primeiros líderes foram presos e somente Preto Cosme foi enforcado.  Finalmente, em 1849, foi a vez da Insurreição Praieira em Pernambuco. Baseados na insurreição operária de 1848, na França, e em artigos do jornalista Luis Inácio Ribeiro Roma, acontecia mais uma revolução contra a monarquia, liderada por Nunes Machado, Pedro Ivo, Borges da Fonseca e João Roma.
Sem os grandes homens, nada representariam os símbolos. Uns justificam os outros. Temos que respeitar nossos símbolos nacionais, a bandeira, as armas, o selo e o hino, pois eles foram erigidos sobre o sangue dos revolucionários heróis da Pátria. 
 
 


Bento Gonçalves

Frei Caneca

Preto Cosme

Voltar para Menu - Voltar para Homepage


 

 


 
 
 
 
 
 
 
 

 

Sergio Ferraz - Todos os direitos reservados