Mourão e Magalhães

Os dois heróis da contra-revolução de 64

  Cientes do golpe comunista prestes a cair sobre o país com a conivência do então presidente João Goulart (Jango), o comandante do 1o Exército, general Olímpio Mourão Filho e o governador de Minas, Magalhães Pinto, se insurgiram contra Brasília e as forças rebeldes mineiras marcharam para lá, para depor Jango e inibir o golpe comunista orquestrado por vários traidores da Pátria com o apoio da Russia, através da sua espiã e conselheira revolucionária para o Brasil, Olga Benário, mulher de Luiz Carlos Prestes, secretário geral do Partido Comunista no Brasil.


 

  José de Magalhães Pinto nasceu no dia 28 de junho de 1909, em Santo Antônio do Monte (MG). Trabalhando em instituições bancárias desde 1926, Magalhães Pinto tornou-se, em 1935, diretor da matriz do Banco da Lavoura do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Em outubro de 1943, quando já era um empresário de prestígio, foi um dos signatários do Manifesto dos Mineiros, primeiro pronunciamento público de setores liberais contra o Estado Novo (1937-1945). Afastado da direção do Banco da Lavoura, em 1944 foi um dos fundadores do Banco Nacional de Minas Gerais, que se tornaria uma das maiores instituições bancárias do país.
 A reação contra o Estado Novo tomou impulso no início de 1945. Em abril, foi fundada a União Democrática Nacional (UDN), reunindo diversos setores contrários a Getúlio Vargas e que defendiam a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à presidência da República. Magalhães Pinto integrou-se ao novo partido. Nas eleições presidenciais de 2 de dezembro, realizadas pouco depois da deposição de Vargas (29/10/1945), o vencedor foi o candidato do Partido Social Democrático (PSD), general Eurico Gaspar Dutra. Nesse mesmo pleito, Magalhães Pinto foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte por Minas Gerais, pela UDN. Reeleito sucessivamente em 1950, 1954 e 1958, nesse último ano tornou-se presidente da UDN de Minas Gerais e em 1959 presidente nacional do partido.

Magalhães Pinto torna-se governador de Minas Gerais

  Em outubro de 1960, elegeu-se governador de Minas por uma coligação liderada pela UDN. No plano federal, Jânio Quadros, também apoiado pelos udenistas, foi eleito presidente. Seu governo, porém, foi curto. Em 25 de agosto de 1961, renunciou à presidência. Nesse mesmo dia, um grupo de políticos, incluindo Magalhães Pinto, discutiu a possibilidade de impedir a posse do vice-presidente João Goulart, identificado com a esquerda e os sindicatos. A crise política evoluiu com o veto dos ministros militares à posse de Goulart, então em missão oficial na China. O governo foi assumido interinamente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. A crise foi solucionada com a promulgação de emenda constitucional que instaurou o parlamentarismo. Goulart assumiu o governo no dia 7 de setembro.

O governador, Mourão e generais do 1o Exército, 
começam a contra-revolução impedindo o golpe
comunista que estava sendo promovido por Jango

 Magalhães Pinto entrou em rota de colisão com o governo Goulart praticamente desde o seu início. Em meados de 1963, envolveu-se diretamente nas articulações que visavam a derrubada do presidente. Em outubro daquele ano estabeleceu contatos com os generais Carlos Luís Guedes e Olímpio Mourão Filho, que comandavam tropas importantes em Minas. Os comunistas aceleraram os preparativos do golpe após o comício realizado no Rio de Janeiro em 13 de março de 1964, com o objetivo de conseguir ampla adesão popular às "reformas de base" a serem promovidas por Goulart. No dia 28, Magalhães Pinto encontrou-se com o marechal Odílio Denis, Mourão Filho e Carlos Luís Guedes, ficando decidido que o movimento seria deflagrado no dia 31. A presença de Goulart em festa da Associação Beneficente dos Sargentos da Polícia Militar, na noite de 30 de março, agravou ainda mais a crise político-militar.


O general Mourão, ao centro, de cachimbo, ao lado 
de Magalhães Pinto após a bem sucedida operação

  Na manhã do dia 31, Mourão Filho enviou suas tropas em direção ao Rio. Goulart foi deposto na noite do dia 1º de abril, sendo empossado novamente na presidência Ranieri Mazzilli. Nos dias que se seguiram, Magalhães Pinto participou das negociações para a escolha do novo presidente, tendo sido indicado para o cargo o marechal Humberto Castelo Branco. No dia 9, foi baixado o Ato Institucional nº 1 (AI-1), que cassou mandatos legislativos e suspendeu os direitos políticos de várias personalidades pelo prazo de dez anos. Escolhido pelo Congresso no dia 11, Castelo Branco foi empossado na presidência da República quatro dias depois.  Após o governo de Minas gerais, Magalhães foi eleito senador em novembro de 1970. 

Diretas Já!

  Em janeiro de 1984, realizou-se em Curitiba o primeiro de uma série de comícios em prol do restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, movimento que contou com amplo apoio popular. No dia 25 de abril de 1984, foi apresentada na Câmara dos Deputados emenda que marcava para novembro seguinte a realização das eleições diretas presidenciais. Como a emenda não foi aprovada, a eleição pelo Colégio Eleitoral, prevista para 15 de janeiro de 1985, foi confirmada. Em agosto de 1984, a Aliança Democrática - coligação que uniu o PMDB à Frente Liberal, uma dissidência do PDS - lançou o nome de Tancredo Neves, e o PDS indicou Paulo Maluf. No Colégio Eleitoral, Magalhães Pinto votou em Tancredo, eleito presidente da República. Em abril, acometido por um derrame, o herói da política mineira deixou a Câmara. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 6 de março de 1996, aos 87 anos de idade.

  Os nossos heróis, como já difamam os comunistas,
realmente não são santos. São pessoas normais, 
sujeitas a erros, como Magalhães, ao apoiar as Diretas,
sem imaginar que estavam escancarando o país
para o futuro controle comunista, e o general Mourão,
que apesar de uma digna atuação como soldado, 
acabou se envolvendo com o fanático líder revolucionário
Plínio Salgado. 
  Porém, os "heróis" dos comunistas não são simples
homens dados a erros, mas assassinos sanguinários
agindo deliberada e conscientemente, como Lênin, Stalin, Fidel
Mao e vários outros. As próprias lutas armadas de
comunistas no Brasil, roubando, sequestrando e matando,
são prova de que os nomes que eles tentam difamar
como Tiradentes, Zumbi, Sepé, Filipe dos Santos e
outros mais, são os verdadeiros heróis, pois deram seu
sangue por uma ideal, enquanto que os líderes que eles
adoram, têm apenas como ideal a dominação.
  Só que, pelo andar da carruagem, as lutas
centenárias entre democratas, comunistas, socialistas
e até anarquistas, estão acabando, pois se não houver
uma união contra o inimigo comum de hoje, que é
o terrorismo e o avanço do Estado Islâmico sobre
as nações, todas as teorias capitalistas e
marxistas se tornarão pó junto com seus defensores
pois o inimigo vem do Oriente e seu ideal é apenas
aniquilar os infiéis, sem piedade. E para eles
Karl Marx ou Donald Trump não significam nada!

General Mourão Filho

 
 
 

  Olímpio Mourão Filho nasceu em Diamantina (MG), em 1900. Concluiu seu curso de oficial na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em 1921. Em julho de 1924, quando servia no 14º Batalhão de Caçadores, sediado em Florianópolis, participou da repressão ao levante deflagrado na capital paulista contra o governo de Artur Bernardes.
  Em outubro de 1930, encontrando-se no Distrito Federal, envolveu-se na conspiração liderada por oficiais graduados das Forças Armadas que depôs Washington Luís, antecipando-se às forças revolucionárias que partiram do sul do país em direção à capital federal, sob a liderança de Getúlio Vargas. Foi, então, enviado a Belo Horizonte pelos líderes da junta militar que havia assumido o controle do governo federal para conferenciar com o presidente mineiro, Olegário Maciel, sobre a transferência do poder a Vargas.
  Em julho de 1932, participou da repressão ao Movimento Constitucionalista, promovido em São Paulo contra o governo federal e acabou sendo iludido por Plínio Salgado, escritor que fundou o Partido integralista (Ação Integralista Brasileira) com base fascista.  Mourão se envolveu com a AIB e manchou sua folha militar com isso. Mas, caindo em si, não participou do levante promovido pelos fascistas em 1938 para  derrubar Getulio Vargas. O presidente já havia decretado o encerramento das atividades de Plínio e seu Partido e de outras organizações partidárias no país.
 

Lutando na Itália e no Brasil

  Em fevereiro de 1945, integrou o 5º Escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB), enviado à Itália para integrar as forças Aliadas em luta contra as potências do Eixo, na Segunda Guerra Mundial. Nos anos seguintes, deu sequência à sua carreira militar e, em 1956, chegou ao generalato. Durante o governo do presidente João Goulart (1961-64), desenvolveu intensa atividade conspirativa, mantendo contatos tanto nos meios militares como civis. Em março de 1964, quando exercia o comando da 4ª Região Militar e da 4ª Divisão de Infantaria do I Exército, sediados em Juiz de Fora (MG), deu início ao movimento de tropas que afastou Goulart da presidência. Em setembro daquele ano, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Militar (STM), cargo que ocuparia até 1969, quando se aposentou. Discordando dos rumos tomados pelo regime militar, não demorou-se para dele se afastar, dirigindo críticas ao presidente Castelo Branco. Como seu amigo Magalhães Pinto, também morreria no Rio de Janeiro. Coincidentemente, dado à sua data de nascimento, o general morreu em 1972 com exatos 72 anos de idade.
 
 

 

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