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O lixeiro e o rei da reencarnação
Sergio Ferraz

Da série Contos de Fadas ainda podem ser contados


  Afrânio era uma pessoa querida por todos. Ele era lixeiro. Um serviço duro, mas mesmo assim ele estava sempre com um sorriso no rosto e disposto, em suas horas de folga, a ajudar as pessoas. Era uma casa para pintar no final de semana, uma mudança na vizinhança, um jardim para cuidar, lá estava o jovem, sempre sorridente, distribuindo e recebendo amor.
Mas, como a morte não faz escolhas, certo dia partiu Afrânio deste mundo. Praticamente toda a pequena cidade onde ele morava, lastimou sua morte. Afrânio se fôra, e com ele boa parte da alegria das pessoas. Mas, quem disse que tudo estava acabado?
De repente, em espírito,  lá estava o lixeiro Afrânio frente a frente com o Rei da Reencarnação. Este disse que, como Afrânio levara uma vida distribuindo bondade entre as pessoas, ele iria receber de volta todo o bem que plantara. Então perguntou-lhe se desejava voltar à vida. Afrânio disse que sim, porém, não mais queria ser lixeiro, pedindo, se possível, voltar com uma profissão melhor, que lhe rendesse uma quantia maior que o salário que ganhava, pois havia muitas pessoas com necessidade, e assim, ganhando mais, ele poderia ajudá-las.
O Rei da Reencarnação então, tocado com a humildade do lixeiro e sensibilizado pelo seu coração caridoso, disse que o mandaria de volta com um grande salário  mensal, durante 12 meses e, após isso, ganhar mais ou menos, só dependeria de Afrânio. E acrescentou que, já que Afrânio não lhe havia pedido mais nada, também lhe daria como presente a sabedoria e a experiência do maior empresário do mundo, um tal de Bill Gates, para que ele pudesse montar sua própria empresa.
 Afrânio voltou à Terra, como num passe de mágica, não na cidade onde morava, mas em outra, e com o mesmo espírito, mas em outro corpo, para não correr o risco de ser escandalizado, pois se as pessoas com as quais vivia, e que o viram morto, o reconhecessem, seria um caos.
Dentro de 2 meses o rapaz já havia montado uma empresa de reciclagem e, daí um ano, tinha também já montada uma empresa de produção de biodiesel, um combustível novo, econômico, que não poluia e que por isso, tinha um grande horizonte de sucesso na Economia de todos os países. E Afrânio, em pouco tempo, já era um milionário...
Mas, mesmo com o sucesso e a fortuna, Afrânio continuou levando uma vida simples e feliz e assim, também ajudando as pessoas necessitadas e espalhando felicidade, como fazia antes.

FIM

 

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