Art Acord
Um verdadeiro cowboy do Velho Oeste


Art Acord, 
o selvagem
astro do cinema
 
 
 
 
 
 

 Ele foi um dos primeiros e mais autênticos cowboys do cinema. Seu nome era Arthur Acord (ou Arthemus Ward). Teve uma carreira curta, porém brilhante. Em cerca de 20 anos de altos e baixos, estrelou e ou participou de mais de 100 filmes ainda na época do cinema mudo. Mas, sua vida triste o levou a um fim trágico e misterioso.
Art nasceu em Stillwater, Oklahoma, EUA, em 1890. Vivendo num território índio e criado entre vaqueiros rudes, Art, como não podia deixar de ser, aprendeu a viver com um deles e, quando estreou nas telas dos cinemas em 1909, não precisa representar um cowboy, mas apenas ser ele mesmo.
Com pouco mais de 20 anos de idade ele já estava consagrado entre os grandes astros-cowboys do cinema, mas o casamento fracassado com atriz Edythe Sterling o levou a abandonar tudo e alistar-se no Exército em 1917 e servir na França como combatente da Infantaria. Ele recebeu a Cruz de Guerra por atos de bravura e, deixando o serviço militar, começou a vagar pelos EUA – e até fora dele, em shows do Oeste, meio que ao estilo Bufallo Bill, que usava cowboys e índios de verdade em seu circo sobre a vida selvagem do Velho-Oeste.
 Vice-campeão de rodeios em montaria de cavalos bravios, em 1912 Art chegou a campeão entre os melhores cowboys da época. E, é lógico, acabou também participando do Circo de Bufallo Bill, o Buffalo Bill Codys Wild West Show.
  Nesta época casou-se novamente, desta vez com Edna Nores, e voltou ao cinema. Na década de 20 ele voltava a ser, ao lado de Hoot Gibson, o mais famoso “mocinho” das telas. Ao estrelar o seriado Na Trilha do Oregon, apaixonou-se pela atriz Louise Lorraine. Foi abandonado pela esposa e viveu com Lorraine até que esta também o abandonou para casar com um rico comerciante. O grande cowboy parecia não dar mesmo sorte no amor...

 Mas se a sorte veio rápido, o azar também veio cavalgando ligeiro atrás dela, atingindo aos poucos a vida do jovem astro. Como colecionava troféus como peão de rodeios, passou a colecionar muitas fraturas na ânsia de dar mais realismo às cenas que filmava. Isso lhe deu o apelido de “ator sem medo”. Mas junto com tudo isso, vinha o lado de “ator briguento”. Certo dia ele quebrou com um soco o valioso nariz do diretor de E O Vento Levou, Victor Fleming. E, para piorar, com o advento do cinema falado, Art foi sendo descartado pelos estúdios por causa de sua voz fanhosa e arrastada. Isso, acumulado com os azares amorosos e o gênio violento, o levou às bebidas. E acabou o ator amado para surgir um Art odiado por brigas, assassinato, contrabando de bebidas e prisão.
Art ainda tentou reagir àquilo tudo que o estava levando para um caminho sem volta, e tentou organizar um número teatral. Mas logo em seguida, no México, perdeu o pouco que havia ganho honestamente com mulheres e bebidas. 


O "luxuoso" veículo que levava o astro e demais atores para o set de filmagem...

 Voltou aos EUA e foi preso sob acusação de assalto e vadiagem. Praticamente fazendo o caminho de outro americano, Billy The Kid, o mais famoso bandido dos EUA até hoje, que vivia entre o México e seu país, Art voltou para o México após ser solto numa tentativa de se tornar garimpeiro. Ele ia tentar explorar uma recente mina de ouro encontrada, mas no dia 4 de janeiro de 1931, aos 41 anos de idade, foi encontrado morto num quarto sujo de hotel na cidade de Chihuauha. De acordo com a autópsia, Art Acord tinha no estomago uma quantidade de cianeto capaz de matar vários homens. Para as autoridades mexicanas e americanas, foi apenas um suicídio a mais de alguém chegado ao fundo do poço, mas seus amigos, que sabiam que Art era um cara durão e indomável, chegaram à hipótese pura e simples de que ele havia sido assassinado... 
 

 

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