O Aleijadinho
O maior artista da escultura brasileira


 

  
  Filho do carpinteiro português  Manuel Francisco Lisboa e de uma escrava negra, nasceu em Vila Rica, Minas Gerais, no ano de 1738, o maior artista da escultura brasileira de todos os tempos: Antonio Francisco Lisboa, mais tarde tristemente conhecido apenas por Aleijadinho.  Filho bastardo, mestiço, carregando no corpo e na alma, além dos preconceitos, uma doença não definida até hoje, já que alguns historiadores dizem que era lepra ou sífilis, e outros, um reumatismo deformante, que foi privando o artista dos dedos dos pés e  das mãos, sua maior ferramenta de trabalho. Mesmo famoso na época, após ter feito inúmeras obras de escultura, sendo a maioria sacra, como um de seus trabalhos mais famosos, que são os Profetas Bíblicos de Congonhas do Campo, Aleijadinho também
foi responsável pela arquitetura de várias templos católicos. Porém, por maldade e preconceito, ele era proibido de assinar suas obras e muito menos os livros de pagamento da igreja católica.
 Com o avanço da doença, Aleijadinho ficou apenas com os dedos polegar e indicador
nas mãos e também com a perda total dos dedos dos pés, ele era obrigado a se arrastar. No entanto, além da sua genialidade para esculpir e da sua criatividade, ele tinha uma força interior maior que sua doença, e esta força o impulsionava a continuar produzindo
as obras que o iriam imortalizar.
 Para trabalhar era preciso que o martelo e o cinzel fossem amarrados em suas mãos. Em 1814, finalmente, se concluia a maior obra de Aleijadinho, que foi sua própria existência. A vida de sofrimentos do genial artista teve fim. Enterrado quase que como um indigente em uma vala comum, na Confraria da Boa Morte, em Vila Rica mesmo, pois até na morte  foi lhe negado o mínimo reconhecimento. Em seu atestado de óbito constava apenas seu nome de batismo e  as palavras: pardo e solteiro... 
 

 

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