Miguel Aceves Mejía

 
 
 
 

   O maior astro da música mexicana, nasceu em 1917, no estado de Chihuahua, Mexico. Conhecido como “Falseto Dorado” ou o “rei do falsete”, dado à sua voz incrível, que praticamente brinca com os graves e agudos das  notas musicais, Miguel Aceves Mejia chegou ao sucesso com uma canção rancheira e já em seguida virou estrela das telas de cinema, tendo inclusive filmado na Argentina. 
  O começo foi na Rádio XET, de Monterrey, onde ele próprio cantava os “jingles” dos comerciais. Com a audiência aumentando devido às suas apresentações, Don Miguel resolveu formar um trio, com seus amigos Emilio Allende e Carlos Sorolla. Pouco depois o rei das rancheiras mexicanas partia para Los Angeles, EUA, para tentar carreira solo. Foi em Los Angeles que Mejia desenvolveu seu estilo de cantar em falsete, o que tornou sua marca registrada. 
  Em 1940 ele voltou para sua terra, e começou a trabalhar na Rádio XEW, na Cidade do México, capital. Lá ele assinou seu primeiro contrato com a RCA Victor e, gravando no estúdio, a batida musical da banda chamou sua atenção e assim ele aderia definitivamente ao estilo “mariachi”, que são os seresteiros mexicanos. O estilo popular adequou-se como luva à sua potente voz, e veio o sucesso e já também o convite para atuar no cinema. Em 1947 ele estreou De Pecado em Pecado, mas não no papel principal, e sim emprestando a sua maravilhosa voz ao ator José Pulido, que não cantava bulhufas. 
  Mas a humildade de Miguel Aceves Mejia foi a plataforma da sua carreira e lhe trouxe, como premio, seu  primeiro papel principal  no filme Los Cuatro Vientos, de 1954. A estrela de  Mejia brilhou com toda a intensidade, e ele iria estrelar mais de 40 filmes depois. 
   Miguel Aceves Mejia passou a ser conhecido e tocado em todo mundo e, principalmente, nos países de lingua castelhana e Brasil. Na Argentina ele fez 3 filmes: La Despedida, em 1957, Dos Tipos com Suerte em 1960 e  o terceiro, de grande sucesso musical, Amor Se Dice Cantando, em 1958. 
  Os filmes já então eram escritos para el señor Miguel Aceves Mejia e as canções também, muitas assinadas por José Alfredo Jimenez, como Perla, Cuatro Caminos e um de seus maiores sucessos: Alma de Acero. Mas como Mejia passou a ser o símbolo da música mexicana, ele também cuidou de preservar sucessos populares, gravando versões de rancheiras tradicionais como Paloma Negra, La Malagueña, Canción Mixteca, Cucurucucu Paloma (sucesso entre cantores e público brasileiro) e El Jinete, que ganhou uma versão (e gravação) de Belmonte. Como  escrevi no livro Saudade de Minha Terra, na década de 60, no Brasil, Miguel Aceves Mejia iria influenciar Belmonte e Amarai, Tibagi e Miltinho, Pedro Bento e Zé da Estrada e outros, sendo que Amarai e Miltinho Rodrigues eram os únicos a conseguir dar os tons de falsete do señor Mejia em suas músicas. 
 Como tudo passa nesta vida, o señor Mejía também passou. Em novembro de 2006, aos 90 anos de idade, ele se foi, vítima de uma bronquite. Assim, há quase 3 anos Miguel Aceves Mejía está fazendo ouvir pelas montanhas e pradarias celestiais sua linda voz...

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